Fingirei tanto. Fingirei que não sinto nada em relação a você. Porque…
porque eu deixei de sorrir ao imaginar seu sorriso. Como as coisas
mudaram, não é mesmo? Como vai ser diferente a partir de agora. Droga,
para de fazer isso comigo. Você não pode… não pode fazer com que seu
nome continue instalado no meu coração. Não porra, não tá bem. Eu queria
não sentir. Não demonstrar. Queria não te conhecer. Estaria tão melhor
se fosse assim. Porque o que já foi amor, está resultando numa dor
absolutamente profunda pra mim. É que eu lembro de você. Desculpa, mas
como eu lembro! Eu lembro de quando um completava o outro. Lembro de
quando doía ficar sem tua presença. Lembro de quando era mais simples.
Lembro de quando as pessoas diziam “ah, esses dois vão namorar.”
— Lembro do que não deveria. Azar o meu. Azar o seu por ter me deixado
ir, sabia? Porque ninguém nunca vai se importar contigo, o quanto eu me
importava, e o quanto ainda importo. E a saudade? Não dá pra jogar fora,
ou dá? Não dá fazer você sentir também. Não dá pra aguentar. — E agora…
meu mundo tá perdendo o que tinha de bom. As coisas que me faziam
sorrir… eu nem reconheço mais. É tão ruim, porque eu realmente achei que
seria eterno. Mas não um eterno que o tempo leva. Vou rezar tanto… vou
rezar pra conseguir ser forte e excluir tudo que tem haver com nós. Mas
se nos cuidávamos tão bem, por que está tudo acabado? Eu não queria
sentir. Não queria nem que fosse recíproco. Queria apenas conseguir
fingir. Conseguir estar bem, conseguir ficar sem você. De novo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário